Um estúdio, uma pessoa, e nenhuma camada entre você e quem faz
O Estúdio Lavra é tocado por Léo Fábio Carvalho, em Poços de Caldas. Quem atende é quem produz — não existe atendimento que repassa para um time que você nunca vê.
Lavra é palavra de Minas
Lavra é a extração do minério. Lavrar é trabalhar a terra e também registrar algo em definitivo, como se lavra uma escritura. As duas coisas descrevem o trabalho.
O que o estúdio faz é tirar do subsolo o que já tem valor. Empresa com vinte, trinta anos de praça, clientela fiel e reputação inteira construída no boca a boca — que, para quem pesquisa hoje, simplesmente não aparece. Não falta valor nesse negócio. Falta ele estar à vista.
Por isso "estúdio" e não "agência": agência virou sinônimo de gestão de tráfego e mensalidade. O que fazemos aqui é produção sob medida, com começo, meio e entrega.
Aprendi a vender na internet porque a rua não dava conta
Eu não venho do marketing. Venho de atendimento ao público: balcão, feira, encontro turístico. Lugares onde você aprende a ler a pessoa na sua frente antes de falar qualquer coisa sobre preço.
Em 2019 entrei numa empresa de internet, vendendo plano. Dois problemas de uma vez: a cidade já estava saturada de oferta e eu era novo aqui, sem rede de contato e sem quem me indicasse. Bater de porta em porta rendia pouco.
Então comecei a testar outra coisa. Entrei nos grupos de Facebook das cidades que a empresa atendia e passei a publicar. Não uma vez: dezenas, mudando uma variável por vez. A chamada. A estrutura do texto. A dor que eu tocava logo na primeira linha. O jeito de pedir a resposta. Ia anotando o que puxava conversa e o que morria sem um comentário.
Funcionou melhor do que eu esperava, e teve um efeito colateral que eu não tinha previsto: os outros vendedores da empresa começaram a copiar o formato. Depois vendedor de concorrente também. Dava para reconhecer a estrutura das minhas publicações no anúncio dos outros.
Foi ali que a coisa deixou de ser tarefa e virou interesse de verdade — entender por que uma abordagem converte e outra, quase idêntica, não converte.
A pandemia fechou o setor de porta a porta, e eu saí. Trabalhei em outras áreas nos anos seguintes, mas o assunto nunca me largou.
Continuei estudando por conta: tráfego pago, produção de conteúdo, vendas, produtos digitais e, mais recentemente, inteligência artificial aplicada a rotina de empresa. Sem curso de guru e sem pressa de me chamar de especialista. Testando em projeto pequeno, quebrando a cara em alguns, guardando o que funcionava.
O Estúdio Lavra é onde essas peças se encaixam. O método é o mesmo dos grupos de Facebook: testar, medir, ajustar. O que mudou foi o tamanho do que está em jogo.
O problema quase nunca é falta de cliente
É falta de gente qualificada chegando. A empresa vende bem para quem entra na loja, atende bem quem liga, tem produto bom. O que falta é o meio de campo: um fluxo constante de pessoa certa descobrindo que ela existe.
Boa parte das empresas pequenas e médias que eu vejo não tem presença digital nenhuma além de uma ficha no Google. Outra parte tem perfil no Instagram e no Facebook, mas sem nenhuma estrutura por trás: não existe calendário, não existe frequência, e o que sai depende de alguém lembrar de postar numa semana corrida.
E tem o caso que mais me incomoda, porque a empresa está pagando por ele. Agência que entrega um pacote de arte pronta para o cliente editar e publicar sozinho, sem estratégia, sem sequência e sem lógica entre um post e o outro. Conteúdo que existe para cumprir cláusula de contrato, não para trazer alguém.
O estúdio nasceu dessa observação. Não de vontade de abrir agência.
Quatro convicções que aparecem em todo projeto
Patrimônio vale mais que aluguel
Site, domínio e catálogo ficam com você e continuam funcionando quando a nossa relação acabar. Posição alugada some com a mensalidade.
O que não se mede não se defende
Medição instalada antes de publicar, sempre. Sem número, a conversa do ano que vem vira opinião contra opinião.
Dizer não faz parte
Se o site não é a sua prioridade, eu falo antes de vender. Prefiro perder um projeto a entregar algo que não vai resolver.
Trabalho de cliente é do cliente
Nada de marca, foto ou número publicado sem autorização por escrito — nem aqui no portfólio.
Poços de Caldas e o Sul de Minas
Atender de perto muda o trabalho. Conhecer a cidade, entender quem é o público de uma loja daqui e poder sentar na frente do cliente vale mais do que qualquer reunião por vídeo.
Projeto à distância eu também faço, quando o encaixe é bom. Mas a preferência é por aqui, e isso é escolha, não limitação.
Me conte o que trava no seu negócio hoje
Sem apresentação de slides, sem compromisso. Só uma conversa.